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Falar sobre sexo ainda é um tabu, segundo especialista

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Tarciana Chuvas conversou com o Na Mira, durante evento em Imperatriz. Angra Nascimento e Diana Cardoso / Imirante Imperatriz

IMPERATRIZ - A personal sex trainer, Tarciana Chuvas, que esteve em Imperatriz no último fim de semana, afirmou ao Na Mira que em pleno século 21, ainda existem muitos tabus ao falar sobre sexo. Ela atribui a questão do tabu à uma criação sexual falha e pouca informação.

“A mulher se submetia como um objeto de prazer para o homem. Então, hoje, a era da informação, está fazendo com que muitas se conheçam, independentemente da idade”, ressalta Tarciana, que já fez curso em 19 países e têm palestras agendadas na Bolívia, Paraguai, Portugal e Inglaterra.

Para a especialista, a sexulaidade precisa ser bem exercitada. De acordo com ela, os minicursos têm ajudado a combater o preconceito e, cosequentemente, a quebra de tabu. “Quando comecei a realizar estes minicursos, o preconceito era tão grande, que eu andava nas ruas e as pessoas diziam, olha aquela que ensina putaria, sacanagem. Hoje estas mulheres estão me chamando por necessidade, por saúde. Estão abrindo a mente para isso”, afirma.

Hoje, com a era da informação, muitas mulheres estão buscando palestras, conhecimento sobre a sexualidade, independentemente da idade. “Existem mulheres com mais de 50 anos, que buscam informações, casadas ou não. Tenho muito orgulho de dizer que tive alunas de 78 anos, que tiveram o primeiro orgasmo depois de viúva”, comenta.

Tarciana Chuvas conta que em 2014, não se admite uma mulher ir para a cama e não sentir prazer. “Nós, mulheres, temos um multiorgasmo muito maior do que os homens e, às vezes, acabam zerando o jogo, porque não sabemos o que fazer com o próprio corpo. Ficamos às vezes esperando que o parceiro acerte”.

Ela ressalta que as pessoas precisam admitir que gostam e necessitam de sexo. “Existe uma hipocrisia muito grande. É feio para sociedade a mulher admitir que sente tesão, agora para o homem, tudo bem, o machismo ainda impera. Esta diminuindo bastante, mas o caminho é ainda muito longo”.

 

 

 

 

 

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