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Tarciana Chuvas recebe SELO DIGITAL ASSOCIADO ABEME

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Tarciana Chuvas é a primeira Consultora de Artes Sensuais do Norte Nordeste em sua categoria de cursos exclusivos a ser associada à ABEME

Tarciana Chuvas é a primeira Consultora de Artes Sensuais do Norte Nordeste em sua categoria de cursos exclusivos a ser associada à ABEME – Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sensual. E a primeira a receber o SELO DIGITAL ASSOCIADO ABEME.


Resumo do Mercado Erótico e Sensual no Brasil


O Brasil, atualmente possui a quarta feira erótica mais visitada do mundo e a primeira da América Latina, estes são indicadores de que o consumo de produtos eróticos continua em alta no país, mas tem muito ainda que crescer principalmente em relação ao consumo de países como os EUA e a Alemanha.
As empresas injetam investimentos como nunca antes, tanto nos setores de produção e lançamento de novos produtos quanto em estratégias de publicidade e exportação de seus itens. No ano de 2011 foram lançados mais de 50 novos produtos com variedade de aromas, cores e em diversas categorias que vão desde cosmética, lingeries sensuais até vibradores mais elaborados em sua matéria prima, e que com funções diferenciadas crescem em tecnologia.
Na última década surgiram muitos novos negócios e o consumo não acompanhou tal tendência, a missão atual reside na formação de novos consumidores e no amadurecimento das empresas brasileiras que ainda seguem normas e regulamentação de outros setores da economia – por falta de legislação própria para os produtos eróticos. Há exemplo de excelentes legislações na Espanha, Reino Unido ou mesmo nos EUA que não só são benéficas as economias destes paises como também salutares trazendo imensos ganhos de qualidade e benefícios a saúde física, psicológica e bem-estar aos consumidores.
Não podemos esquecer que o setor é responsável pela geração de mais de 100 mil empregos no país direta ou indiretamente, sendo que as mulheres são as maiores beneficiárias desta boa performance, garantindo assim a ocupação de quase 80% das vagas. Sem contar as minorias sexuais que encontram um campo sem preconceitos para o trabalho.


Canais de Venda
Dos canais de venda utilizados pelo setor os que têm melhor desempenho até o momento são a Internet e a consultoria domiciliar. A Internet pela disposição de pesquisa, abrangência e principalmente privacidade, representa o canal mais bem estruturado e democrático e que até 2009 teve o maior crescimento, no entanto, a consultoria domiciliar por ser um canal focado nas classes C e D e atuar nas periferias das capitais brasileiras ganhou força em 2010 ultrapassando a Internet em crescimento.
Este levantamento foi possível graças ao mapeamento dos canais de vendas realizado nos 3 últimos anos. Atualmente são 40 mil consultoras comercializando artigos eróticos em todo o Brasil. Inclusive com a oportunidade de formalizarem a atividade através do código 88 do Projeto Empreendedor Individual – EI – (Comerciante de Artigos Eróticos) Lei sancionada pelo Presidente Lula em 2009.
Números do setor
O primeiro semestre de 2010 apresentou um crescimento médio de 16% em relação ao mesmo período do ano anterior e o fechamento anual foi em torno de 17% de aumento na comercialização de artigos eróticos. O principal avanço foi o crescimento do comércio de itens nacionais em relação aos importados, que antes representavam 80% do consumo no Brasil e apesar do dólar baixo, recuaram para 65% diante do bom desempenho de vendas dos produtos nacionais, que ganharam em qualidade e mantiveram-se com excelentes preços frente aos importados, mesmo os chineses.
Também o investimento em pesquisas da industria brasileira melhorou o posicionamento das marcas nacionais que passaram a apresentar aos consumidores produtos com nível de qualidade internacional.
Outro fator de crescimento do mercado se originou da diversidade de pontos de venda e o avanço do consumo nas periferias das grandes capitais. Muitos lojistas de lingerie, perfumes e presente, além dos centros de beleza e estética estão vendo nos itens eróticos uma oportunidade de se diferenciar em seus setores tradicionais de atuação. Já são contabilizados mais de 10 mil pontos de venda de artigos eróticos de norte a sul. Sexshops, boutiques sensuais, lojas de lingerie, lounges sexys, grêmios, universidades e até igrejas fazem parte desta estatística.
Outra novidade é a nova metodologia de avaliação dos números que movimentam o mercado, antes a estimativa era de 1 milhão de reais incluindo o setor de filmes pornôs, casas de swingers, saunas e shows eróticos, entre outros. A ABEME a partir de 2011 apresenta um levantamento mais específico de valores para o mercado de produtos eróticos comercializados.
Entre os números do setor o destaque fica por conta da categoria de cosméticos que alcançou a marca de 4 milhões de unidades comercializadas mês,   itens como vibradores, pétalas, lingeries, outros acessórios e fetiches que compõem o cardápio dos canais de venda na ordem de 2 milhões mês de peças circulam no país.
Com relação a estatísticas de consumo, os públicos divergem conforme o canal de vendas. Lojas físicas tradicionais ou mesmo boutiques especializadas em sensualidade que ministram cursos, reuniões com clientes, chás de lingerie ou estilo tuppersex chegaram a atender quase 75% do publico feminino, lojas de lingerie, perfumarias e lojas de presente seguem seu padrão normal de estatística se for lingerie pode atender até 80% de publico feminino, mas o resto do mix do ponto de venda normalmente dita o target. O canal da Internet segue as estatísticas do comercio eletrônico em geral, atualmente 50% a 50% . A surpresa fica por conta das consultoras domiciliares que tem como cliente principal as mulheres, representando mais de 90% do atendimento. O que acontece é que independentemente de quem comprou, ou de qual canal comprou, o produto é usado pelo casal, em 95% dos casos.


Futuro
O mercado erótico desponta como um potencial exportador principalmente de cosmética e lingerie, e também desperta o interesse de grandes empresas em comercializar seus itens no país, afinal já somos quase 200 milhões de habitantes e não alcançamos ainda 15% de consumo.
O mercado de luxo tem ainda seu espaço garantido principalmente para grandes marcas que deverão investir mais em publicidade e aperfeiçoar as informações relevantes que chegam para suas consumidoras fiéis, marcando presença em grandes eventos, na midia especializada e nas redes sociais.
Por outro lado as classes C e D devem ganhar kits especiais – com objetivos claros de comemorar datas especiais ou supreender o ente amado – mais voltados para suas necessidades pontuais e as marcas mais conhecidas devem ganhar espaço a partir do momento que possuem uma condição melhor de diminuir seus custos e entregar a estas consumidoras um serviço mais completo de fantasia e informação a preço justo.
Investidores de todo o mundo olham o Brasil como uma futura potência, mas quem está no mercado há algum tempo, principalmente as sexshops tradicionais, percebem as oportunidades de expansão, mas também a necessidade de mudanças para atender uma onda de consumidores mais críticos, responsáveis e com poder de decisão sobre marcas, produtos e preocupados com a procedência destes itens e com sua saúde em geral.

 
 

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